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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Privatizações estão dando certo



Quem diria, de uma hora para a outra, a privatização deixou de ser artimanha malévola – praticada por entreguistas sem nenhum patriotismo –  para se transformar em motivo de orgulho do mesmo Partido dos Trabalhadores (PT) que antes a criticava e agora a exalta, a ponto de o tema vir a ser tornar a principal bandeira eleitoral do governo nas eleições de outubro próximo.

Perdeu mesmo foi o Brasil com essa demora de o partido no poder reconhecer o óbvio, de que o governo não conta com a capacidade de investir para dotar o país da infraestrutura necessária para manter o crescimento econômico, precisando, portando, do investimento privado.

Como já disse Roberto Freire – presidente do Partido Popular Socialista (cujas raízes remontam ao Partido Comunista Brasileiro), “esse diagnóstico tardio nos custou dez anos de investimentos não realizados”.

No final do ano passado, o líder do partido na Câmara, o deputado cearense José Guimarães (o mesmo que teve o dissabor de ter um assessor apanhado em Congonhas com cem mil dólares na cueca e mais 209 mil reais numa maleta) fez análise do papel do Estado e o novo modelo de desenvolvimento adotado pelo governo federal, no qual deixou claro que “o PT e seu governo não se renderam à ideologia neoliberal e nem às privatizações. O que se busca (com as concessões) é ampliar o leque de investimentos, visando a superar os gargalos na infraestrutura do país”.

Para o líder comunista Roberto Freire, autor de artigos sobre o assunto, o entendimento é outro: envergonhados do tamanho do erro histórico que cometeram, os petistas “ainda relutam em admitir o óbvio: transfererência de prestação de serviços públicos para a iniciativa privada são privatizações. Concessão é apenas o nome técnico-administrativo”.

Bom, o importante da história, é a notícia de que o governo federal conseguiu que o setor privado investisse R$ 80,3 bilhões pelos próximos 35 anos em concessões de rodovias, aeroportos, terminais portuários de uso privado, blocos de petróleo e gás natural e geração e transmissão de energia elétrica. Quem botou essa informação em relatório foi o novo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Pablo Fonseca.
Em 2014, as privatizações – ou concessões – deveram ser estendidas a duas áreas chaves: ferrovias e portos.
(Por: Pedro Luis Rodrigues)

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