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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Eleitor vê eleição como torneio da mediocridade

A cena eleitoral de 2014 está a um milímetro do tédio. Dilma Rousseff voltou a cair, informa o Datafolha. Mas Aécio Neves também oscilou para baixo. E Eduardo Campos escorregou de tal maneira que já sente o hálito do pastor Everaldo. Só uma coisa cresceu exuberantemente: o desalento.

O pedaço do eleitorado que declara não saber em quem votar subiu de 8% para 13%. A turma do voto nulo ou branco soma 17%. Ou seja: a legião dos sem-candidato atingiu a marca dos 30%. Nessa fase da eleição, é coisa jamais vista desde a sucessão de 1989.

A taxa de desencanto (30%) é, hoje, quatro vezes maior do que o potencial de votos atribuído a Campos (7%). Supera o índice de Aécio (19%) em 11 pontos. Está na bica de alcançar o percentual amealhado por dilma (34%). É como se o eleitor informasse que está farto das virtudes encenadas.

O candidato a presidente da República é um sorriso, é uma mão estendida, é um discurso ensaiado. Porém, se o Datafolha está informando alguma coisa relevante, é o seguinte: o presidenciável já não pode ser apenas uma pose. É preciso que, por trás da coreografia, exista uma noção de rumo.

Ninguém disse ainda, talvez por pena, mas está claro que o eleitor enxerga o espetáculo encenado até aqui por Dilma, Aécio e Eduardo como um torneio de mediocridade. Se o voto não fosse obrigatório no Brasil, 2014 correria o risco de virar um teatro sem plateia.
(Josias de Sousa)

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