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segunda-feira, 2 de junho de 2014

O "Samba do Crioulo Doido" da Política Potiguar

Mais um processo eleitoral vai começar e uma viagem pelo tempo na história recente da política do Rio Grande do Norte mostra o samba do “crioulo doido” dos conchavos e acordões em cada eleição no RN.
Parte I – da Paz Pública a Geraldo Melo
Em 1978, foi selada a Paz Pública entre Alves e Maia, então comandados por Aluizio Alves, cassado, e o então governador Tarcísio Maia. Para reaver os seus direitos políticos, Aluizio apoiou Jessé Freire, da Arena, para o Senado, contrariando uma ala importante do MDB, o seu partido. A eleição marcou o rompimento de Carlos Alberto de Souza que viria a ser eleito senador com o apoio dos Maia, em 1982.

Em 1982, já rompido com os Maia, Aluizio Alves lançou-se candidato a governador e foi derrotado pelo estreante José Agripino, que tinha sido prefeito nomeado da capital. O governador era Lavoisier Maia, primo de Tarcísio Maia e casado com Wilma Maia. Em 1986, Geraldo Melo, que fora vice-governador biônico de Lavoisier Maia, derrotou o candidato dos Maia, João Faustino. José Agripino e Lavoisier se elegeram para o Senado.

Parte II – Lavoisier vai e volta
Em 1990, Lavoisier, depois de romper com a família, foi o candidato de Geraldo a governador, recebendo o apoio da família Alves. Foi derrotado no segundo turno pelo primo e ex-aliado político José Agripino Maia.

Em 1994, já reconciliado com a família, Lavoisier Maia foi de novo candidato a governador, agora pelo lado contrário, com o apoio de Tarcísio e do então governador José Agripino, que saiu candidato ao Senado e foi novamente vitorioso. Geraldo Melo conquistou a outra cadeira. Wilma, que se separara de Lavoisier, também disputou o governo. Perdeu para os votos nulos e brancos.O então senador Garibaldi Filho, eleito em 1990, se elegeu governador.
Parte III – Garibaldi se reelege

Em 1998, foi instituído o direito à reeleição. Garibaldi Filho se reelegeu, derrotando o senador José Agripino, que teve o apoio de Geraldo Melo, que rompera com Garibaldi e se aliara a Agripino.
 
Em 2002, Garibaldi deixou o governo e se elegeu novamente senador. Agripino conquistou o terceiro mandato de senador. Garibaldi apoiou Fernando Freire para o governo e Agripino se aliou a Fernando Bezerra, que fora suplente de Garibaldi. Não deu um nem outro. Deu Wilma de Faria.

Parte IV – Wilma derrota Garibaldi

Em 2006, Wilma foi candidata à reeleição e, surpreendentemente, derrotou Garibaldi Filho que pintava como governador em férias e favorito. Fernando Bezerra, adversário de Wilma quatro anos antes, foi seu companheiro de chapa para o Senado mas terminou atropelado por Rosalba Ciarlini, que recebeu foi lançada por José Agripino e recebeu o apoio de Garibaldi Filho.

Parte V – Garibaldi e José Agripino derrotam Wilma

Em 2010, Wilma deixou o governo e se lançou candidata ao Senado. Terminou derrotada por Garibaldi e Agripino que conquistaram, mais uma vez,mas duas cadeiras em disputa. Iberê Ferreira, candidato de Wilma, foi candidato ao governo mas perdeu as eleições para Rosalba Ciarlini, candidata de José Agripino e Garibaldi Filho.

Parte VI – Ninguém quer o apoio de Rosalba, nem apoiar Rosalba
 
Agora, em 2014, Garibaldi apoia a candidatura do primo Henrique Alves a governador, numa aliança com Wilma de Faria de quem eram inimigos até uns meses atrás, que será candidata ao Senado. O PMDB rompeu com o governo de Rosalba Ciarlini, do qual participou e apoiou até o ano passado. José Agripino, praticamente rompido com Rosalba, acaba de aprovar numa reunião do diretório que vai levar o seu partido, o DEM, para uma coligação proporcional com o PMDB.
(Blog do BG)

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