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Um Natal repleto de amor e um ano novo de muita paz e realizações

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Reclamações contra o Banco do Brasil de Alexandria é geral



Estive hoje pela manhã na Agência do BB de Alexandria para realizar um saque. Apenas dois caixas eletrônicos funcionando para esse fim e, também, para depósitos e pagamentos. Outros três apenas para consultas, o que ocasionou filas. Passei cerca de 30 minutos para realizar um simples saque.

Nas filas a revolta era geral. Dizia-me um cliente que são apenas dois funcionários para atender nos caixas de atendimento pessoal. Isso, na maioria das vezes, elevava o tempo de espera em até 3 horas. O mesmo ocorre aos atendimentos para resolver problemas pessoais.

Não resta dúvida que é péssimo o atendimento da Agência de Alexandria e que precisa ser resolvido. É uma falta de respeito com o cliente. Sem contar a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos nos finais de semana. Além do mais, são colocadas barreiras nas ruas de acesso ao banco, contra a lei, impedindo o direito de ir e vir e impedindo o tráfego de veículos. Algo só visto em Alexandria.

Há vários casos nos tribunais em que instituições financeiras foram obrigadas a pagar indenização por deixar o consumidor por um tempo excessivo na fila de espera.
Assim foi o caso de um estabelecimento bancário de Mato Grosso, que foi condenado a pagar R$3.000,00 de indenização a uma consumidora que ficou mais de uma hora em pé aguardando atendimento e sem acesso a sanitários, que não eram disponibilizados para os clientes.

O Banco defendeu-se alegando que a situação configuraria um “mero aborrecimento” e por isto não caberia indenização por dano moral. Porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a decisão do juiz de primeira instância e do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, salientando que o dano surge de circunstâncias em que o banco realmente cria sofrimento além do normal ao consumidor.

Noutro caso, em Brasília/DF, um estabelecimento bancário foi condenado a indenizar em R$10.000,00 um consumidor que foi vítima de um “furão de fila”. Neste processo, ficou provado, inclusive, que o caixa do banco foi irônico quando o consumidor reclamou, dizendo a ele para se queixar ao Papa. Mais uma vez, e sem sucesso, o banco alegou que se tratava de um “mero aborrecimento”, que não deveria dar ensejo a uma indenização. Na sentença condenatória, uma observação interessante: “a obediência a filas é uma questão de respeito, cidadania e educação, fato que, aliás, é rigorosamente respeitado em países de primeiro mundo, para onde nós, brasileiros, queremos chegar”.

Finalmente, deve-se observar que os tribunais não têm concedido indenização em razão somente da extrapolação do tempo de permanência em fila fixado em lei. Caberá indenização em casos anormais, em que o tempo e as condições de espera ofendam, de fato, a dignidade do consumidor. Como nos casos citados acima.

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