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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Audiência Pública para busca de soluções da falta d’água em Alexandria foi realizada


Seguimentos sociais, religiosos, políticos e populares estiveram ontem na Câmara de Vereadores de Alexandria em busca de uma resposta para a pergunta que todos os alexandrienses fazem: o que fazer quando a água acabar? Resta pouco, no máximo em 30 dias o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Alexandria vai parar as atividades. Exceto, se chover em grandes proporções até lá.

A proposição para audiência foi do vereador Júnior Abrantes, acolhida pelos demais colegas. Para alguns presentes, não somou o esperado. Embora o intuito da audiência foi buscar idéias e soluções para esboçar um projeto, muitos se limitaram a relatar o problema já existente, conhecido por todos e pouco se somou.

A esperança é que o documento final traga um propósito eficiente. O Secretário de Recursos Hídricos, presente a Audiência Pública junto ao vice-governador Fábio Dantas, disse que sem um projeto bem elaborado nada ou pouco poderá ser feito.

O desafio maior é encontrar soluções em curto prazo. Pelo menos um passo já foi dado: são muitos municípios que atravessam problemas muito piores do que Alexandria. Mas, o nosso município foi o primeiro a levar aos órgãos governamentais o problema. “Alexandria saiu na frente”, disse Fábio Dantas.

A mão temos uma resposta

No final da audiência, pouco ficou definido. O que fazer de imediato para que a cidade não fique sem água? A adutora do Alto Oeste, nem pensar. Como esse blog já bateu nessa tecla há anos, a
adutora, praticamente é inexistente. Ela nasce na Barragem de Pau dos Ferros e nunca viu em sua tubulação nenhuma gota d’água, já que a barragem de Pau dos Ferros está praticamente seca. Quando falo que a adutora é praticamente inexistente, refiro-me a falha cometida na sua construção. Ora, quando a barragem de Pau dos Ferros estiver com a sua bacia hidrográfica no lume máximo, obviamente que os municípios que seriam abastecidos por ela, inclusive Alexandria, também estarão com os seus reservatórios cheios, sinal de um bom inverno na região. A adutora para ter a sua funcionalidade deveria partir da Barragem de Apodí, justamente para suprir a necessidade em períodos longos de seca.

Fala-se muito da adutora construída no final do ano passado que traz água da Barragem de Apodí para Pau dos Ferros. É verdade. Mas essa adutora é um paliativo. Foi construída para dar uma resposta imediata para uma cobrança da população daquela cidade. É uma adutora de engate com uma vazão pequena, onde não suporta abastecer nem 50% da cidade.

Com essa opção descartada em curto prazo, resta a alternativa da velha prática de carros pipa. Mas, a pergunta veio do ex-prefeito Alberto Patrício. Transportar água de carros pipa de onde? Até os cacimbões que existem no município e que atendem há muito tempo essa prática, no caso o cacimbão pertencente ao Sr. Josuê, já não mais suporta a demanda.

Resta a perfuração de poços. Inclusive, o vereador Júnior Abrantes lembrou que cerca de 70 poços foram perfurados no município no ano passado e a maioria não foram instalados pelo Estado. Mas, esses poços, foram perfurados (na sua maioria) em propriedades particulares, além do mais, seria praticamente impossível interligá-los a rede do SAAE para abastecer a cidade. Os poços supririam a necessidades em algumas comunidades rurais.

Resta, como última alternativa, a perfuração de poços profundos estrategicamente para serem usados e ligados a rede. Caso contrário, não será descartada a velha prática do carro pipa para conduzir essa água aos reservatórios.

Pelo visto, não está longe em que o povo de Alexandria vai voltar a fazer filas com a lata na cabeça.


Ouça as palavras do Secretário de Recursos Hídricos do Estado, Mairton França.

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