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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dilma está entre os piores líderes dos países emergentes


São Paulo - Apesar de a situação macroeconômica brasileira não ser nada animadora, as perspectivas de mudança em 2015 não trazem nenhum alívio, segundo aponta um estudo da consultoria britânica Trusted Sources, especializada em mercados emergentes.
Em um ranking sobre o ímpeto reformista de sete líderes de países emergentes, a presidente Dilma Rousseff aparece em quinto lugar, melhor apenas que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.
A consultoria atribuiu nota para os chefes de governo, variando de +2 a -2, e vai atualizar essas avaliações a cada dois meses. Nessa primeira etapa, Dilma obteve nota -1,5.
"A presidente reeleita precisa se comprometer com uma reformulação das políticas econômicas, em meio a crescentes problemas econômicos e um grande escândalo de corrupção", diz a Trusted Sources, se referindo às denúncias envolvendo a Petrobras.
O capítulo sobre o Brasil, intitulado "A verdadeira Dilma poderia por favor se levantar?", afirma que as políticas econômicas heterodoxas da presidente, juntamente com condições externas adversas, levaram o País para a recessão.
A mensagem da candidata durante a campanha presidencial foi clara: as políticas ortodoxas da oposição resultariam em aumento do desemprego e colocariam em risco as conquistas sociais dos governos do PT.
"Porém, pouco após a eleição, ela começou a indicar que poderia abandonar seu modelo 'Dilmanomics' e adotar um caminho mais ortodoxo", afirma o texto, assinado pela pesquisadora Elizabeth Johnson.
A analista aponta que Dilma indicou o "ultraortodoxo" Joaquim Levy para comandar o Ministério da Fazenda, o que agradou os investidores, embora nem todos estejam convencidos de que ela dará autonomia para o subordinado.
O relatório comenta que o pito passado por Dilma no novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, sobre mudanças na fórmula de reajuste do salário mínimo, mostra que ela parece não ter mudado a postura do primeiro mandato.
"O incidente confirma que a inclinação da presidente para controlar de perto seus ministros não desapareceu. Também ressalta a difícil batalha para impor medidas de austeridade ao governo, sendo que a maioria delas precisa ser aprovada não só por Dilma, mas também por um Congresso fragmentado", afirma o texto.
A análise chama atenção ainda para o escândalo da Petrobras, que pode afetar a popularidade de presidente, que por vários anos comandou o conselho de administração da companhia.

"Dilma precisará transformar-se em uma hábil política, algo para o que ela mostrou pouco interesse ou capacidade nos últimos anos. Se não conseguir fazer isso, se tornará testemunha da destruição da Petrobras e estagnação da economia", afirma Elizabeth.
(Revista Exame)
Do Blog: Enquanto os petistas amestrados mostram números fajutos de uma pesquisa com 75% de aprovação o mundo sabe para onde o Brasil está caminhando.

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