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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Acusado de mandar matar presidente da Câmara de Alexandria/RN tem Júri adiado

Estava previsto para ser julgado nesta quarta-feira, 28, em Mossoró, o mandante e um dos pistoleiros que executou o então presidente da Câmara Municipal de Alexandria, Sebastião Jácome de Oliveira, o Jogo, há 15 anos, na zona rural daquele município.

Entretanto, os réus pecuarista Francisco Guedes de Oliveira e o pistoleiro José Nilson da Silva, e muito menos os advogados compareceram ao Tribunal do Júri Popular, que estava previsto para começar às 8h no Fórum Municipal Silveira Martins, na zona Leste de Mossoró.

Deste mesmo crime, também participou diretamente José Delano Diógenes, o Zé Galego, Adenalton Pereira da Silva. Na ação, que aconteceu às 6h30 do dia 20 de janeiro de 2000 quando Jogo ordenhava suas vacas. José Nilson e Chico de Galego teriam se aproximado e aberto fogo.

Adenalton Pereira teria ficado no veículo para facilitar a fuga. Entretanto, Jogo, que estava armado, abriu fogo contra os pistoleiros e conseguiu atingir o pneu do veículo. Sem poder usar o carro, os três abandonaram o veículo e tentaram fugir pelo mato.

Entretanto, foram alcançados e presos pela Polícia. José Nilson, que na época tinha 24 anos, contou que os três haviam recebido R$ 12 mil de Chico Guedes, como é conhecido Francisco Guedes de Oliveira, para matar Sebastião Jácome, devido a uma rixa de família antiga.

José Nilson fugiu e passou a liderar uma numerosa quadrilha de assaltante a carros fortes e bancos, com base no Ceará. Chico de Galego passou tempos depois terminou preso no Piauí transportando armas de grosso calibre, possivelmente para quadrilhas de assaltantes.

José Nilson estaria preso no Estado do Ceará. Zé Galego foi preso em Mossoró e levado para responder pelos crimes que teria cometido no Ceará. Chico Guedes nunca esteve preso pelo crime. Ele José Nilson e seus advogados foram citados por publicação de edital.

O julgamento não foi realizado em Alexandria a pedido dos advogados dos réus. Entenderam que na cidade oestana não teria condições de segurança para realizar. O processo foi desaforado (transferido) para ser julgado pelo Tribunal do Júri Popular em Mossoró.

Os trabalhos deveriam ter começado às 8h.Porém os réus e principalmente os advogados não compareceram. O juiz presidente do TJP, Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, abriu os trabalhos e fechou, convocando os jurados para mais um julgamento nesta quinta-feira, 30.

O promotor Armando Lúcio Ribeiro solicitou ao juiz presidente que aplicasse multa aos advogados que vai de 5 a 100 salários mínimos, por ter se ausentado do julgamento sem uma justificativa, assim como requisitou nomeação de um defensor público para a defesa dos réus.

O juiz Vagnos Kelly disse que o julgamento pode acontecer no final atual pauta ou no início da próxima pauta. No caso, os réus poderão faltar, mas os advogados dos réus não podem faltar. Isto acontecendo, os réus serão defendidos por defensores públicos.
(Mossoró Hoje)

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