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quarta-feira, 15 de abril de 2015

SAAE x Câmara – Solução para os problemas com a falta d’água que é bom, nada

Ontem acompanhei um trecho da transmissão da sessão da Câmara de Vereadores de Alexandria. Um Requerimento do vereador Júnior Abrantes que pede o perdão das dívidas de usuários da Autarquia, pôs em alerta a direção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Alexandria. Correram para Casa Legislativa advogado, engenheiro e até o representante do Sindicato dos servidores da Caern.

Artigos e incisos foram mostrados que não é legal perante a Lei a isenção das taxas em atraso. Independente da Lei eu concordo. Isenção é premiar maus pagadores e quem tem condições de pagar. O SAAE precisa de receita, deve abrir mão dela quando for preciso usar em benefício da população. Mas, sobre isso eu falo mais a frente.

Em um ponto eu discordo totalmente dos argumentos apresentados. Foi citado até um número de quase trezentos cortes, sem ter água. Isso é ganância do SAAE. Para cada corte o usuário vai pagar quase R$ 17,00 para religação. A Autarquia não precisa disso. Era pra ter usado o bom censo. Quando voltasse a ser bombeado a água esses devedores deveriam ser chamados a quitar seus débitos, aí sim, sob pena de corte. Acredito que a maioria seja usuários de baixa renda.

Algumas conversas de Jeca Tatu. Na eminência de explicar a população de que o SAAE precisa de receita, que os trabalhadores da Autarquia precisam receber os salários e blá, blá, blá; esqueceram que o SAAE pertence ao povo de Alexandria e é uma Autarquia. Disseram que o SAAE não poderia perdoar dívidas, que precisava lucrar e citaram como exemplo a Cosern que não perdoa dívidas, em benefício da coletividade. Gente, a Cosern é uma empresa privada. Sem lero, lero.

Foram muito enaltecidas as campanhas contra o desperdício de água realizadas pelo SAAE. Tem vereador que não se cansa de falar nisso. O SAAE mão fez mais do que a sua obrigação. Precisa fazer mais: penalizar quem gasta muito e favorecer quem gasta pouco. A coisa só surte um efeito desejado quando dói no bolso. Isso é uma regra que é eficiente aqui e em qualquer lugar do mundo. O problema é que parece que a maior preocupação do SAAE é não perder receita. Vejamos um exemplo: o usuário que consumir abaixo de 5.000m³ de água pagaria apenas 10% do valor da taxa de 15.000m³. Quem gastar até 10.000m³ paga a taxa normal. Quem consumir até 15.000m³ vai pagar com acréscimo de 30% da taxa específica. E quem consumir acima disso, pagaria com acréscimo de 80%.

Duvido que não funcionasse. Quanto aos números aqui citados, é apenas um exemplo. De parabéns o vereador Júnior Abrantes que pediu a contabilidade do SAAE. Dependendo da receita poderia se fechar essa conta. Lembremos, o SAAE é uma Autarquia e deve também oferecer a sua parcela para economizar água. Só campanha não resolve.

O povo sabe o quanto de desperdício de água tratada era usada para aguar capim e até dar água ao gado em algumas comunidades rurais. Isso é fato. Alguém falou em coibir isso? Ou, como será coibido? A maneira mais correta seria usar o bolso desses consumidores de alto nível.


Essa é a minha opinião. Quem quiser que conte a sua.

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