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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Se a eleição fosse hoje, Aécio derrotaria Lula com folga.

Que os desafetos de Lula não comemorem. Ainda é cedo. Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, adverte.


“Volume morto” é a reserva técnica de água só consumida em situações de grave crise.

Há pouco mais de 15 dias, Lula disse que ele e Dilma estavam no “volume morto”. E o PT, abaixo do “volume morto”.

Pesquisa do Ibope publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo dá razão a Lula.

Nunca antes nos últimos quase 20 anos, o apoio a Lula ficou tão restrito à população pobre.

Se uma nova eleição presidencial em segundo turno tivesse sido disputada na semana passada por Aécio Neves (PSDB) e Lula, Aécio teria vencido com folga - por 48% a 33%.

Teria perdido para Lula apenas entre os eleitores de menor renda e escolaridade, e em algumas das áreas geográficas que costumam votar no PT.

Dito de outra maneira: Lula bateria Aécio apenas entre os que ganham até um salário mínimo e que têm até quatro anos de estudo. E no Nordeste.

Na segmentação do eleitorado por sexo, idade e tamanho do município, Aécio venceria em todas as faixas. A vantagem dele é maior na faixa dos que ganham mais de cinco salários – 72% a 28%.

Nos municípios em que o PT venceu no 2.º turno das três últimas eleições presidenciais, Dilma obteve quase dois terços dos votos válidos – descontados os brancos e nulos.

Agora, Lula teria nessas mesmas cidades 52% dos votos contra 48% de Aécio. Na prática, um empate técnico.

Nos lugares onde o PT foi derrotado em uma ou duas das últimas eleições presidenciais, Lula perderia para Aécio por 63% a 37%. E nos lugares onde o PT sempre perde, a dianteira de Aécio seria de 72% a 28%, segundo a pesquisa.

Que os desafetos de Lula não comemorem. Ainda é cedo. Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, adverte:

- É preciso levar em conta que o número de indecisos, hoje, é muito maior do que seria se, de fato, estivéssemos perto de uma eleição. É fato que a base eleitoral de Lula diminuiu, mas não se pode dizer que ele esteja morto, em termos políticos.
(Noblat)

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