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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Com a decisão da Justiça de permitir o fornecimento de uma substância que supostamente trata inúmeros tipos de câncer, mas não testado em humanos, o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, se tornou destino de uma peregrinação de pacientes em busca da substância fosfoetanolamina, de acordo com a Folha de São Paulo. A determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), expedida na última sexta-feira (9) pelo desembargador José Renato Nalini, foi baseada em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que já havia liberado a entrega das cápsulas da droga a um paciente. Segundo estimativa de advogados de familiares de outros pacientes diagnosticados com a doença, mais de mil ações correm no Judiciário atualmente em busca do mesmo direito. De acordo com a publicação, em busca da droga que acreditam ser a última chance para evitar a morte dos doentes, pessoas formam diversas filas na universidade. No entanto, o desespero se abateu sobre a multidão quando, na terça-feira (13), as pessoas foram informadas que a substância não seria entregue por falta no estoque e que os mandados judiciais deveriam ser protocolados na Procuradoria Geral da USP. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncolgia Clínica Evanius Wiermann, o caso é uma “loucura”. "Os pacientes estão sendo feitos de cobaia sem garantia nenhuma de segurança ou de eficácia", criticou. A polêmica em cima da fosfoetanolamina se estabeleceu pelo fato de ela só ter passado por estudos iniciais em células e em animais. Para uma droga ser aprovada, deve passar por pelos menos três fases de estudos em humanos, para avaliar se ela de fato funciona, sua segurança e efeitos colaterais. Em nota, a USP afirmou que a substância não é remédio, foi estudada apenas como produto químico e assegurou não haver "demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença". Entretanto, a universidade evitou falar sobre o caso de Gilberto Chierice, um dos pesquisadores apontados como coordenador de pesquisas com a fosfoetanolamina sintética, que distribuía o suposto medicamento alegando que seria a "cura do câncer".

Com a decisão da Justiça de permitir o fornecimento de uma substância que supostamente trata inúmeros tipos de câncer, mas não testado em humanos, o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, se tornou destino de uma peregrinação de pacientes em busca da substância fosfoetanolamina, de acordo com a Folha de São Paulo.

A determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), expedida na última sexta-feira (9) pelo desembargador José Renato Nalini, foi baseada em liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que já havia liberado a entrega das cápsulas da droga a um paciente.

Segundo estimativa de advogados de familiares de outros pacientes diagnosticados com a doença, mais de mil ações correm no Judiciário atualmente em busca do mesmo direito. De acordo com a publicação, em busca da droga que acreditam ser a última chance para evitar a morte dos doentes, pessoas formam diversas filas na universidade.

No entanto, o desespero se abateu sobre a multidão quando, na terça-feira (13), as pessoas foram informadas que a substância não seria entregue por falta no estoque e que os mandados judiciais deveriam ser protocolados na Procuradoria Geral da USP. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncolgia Clínica Evanius Wiermann, o caso é uma “loucura”. "Os pacientes estão sendo feitos de cobaia sem garantia nenhuma de segurança ou de eficácia", criticou.

A polêmica em cima da fosfoetanolamina se estabeleceu pelo fato de ela só ter passado por estudos iniciais em células e em animais. Para uma droga ser aprovada, deve passar por pelos menos três fases de estudos em humanos, para avaliar se ela de fato funciona, sua segurança e efeitos colaterais. Em nota, a USP afirmou que a substância não é remédio, foi estudada apenas como produto químico e assegurou não haver "demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença".


Entretanto, a universidade evitou falar sobre o caso de Gilberto Chierice, um dos pesquisadores apontados como coordenador de pesquisas com a fosfoetanolamina sintética, que distribuía o suposto medicamento alegando que seria a "cura do câncer".

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