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Parabéns Alexandria pelos seus 87 anos de Emancipação Política

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Curtas

Cheiro de terra molhada – Depois de três dias de plantões, graças a Deus, calmos, retorno a terrinha com cheiro de terra molhada, sorrisos e expressões de boas renovações com as chuvinhas que caíram. Dia 07 de madrugada 35 mm e na noite de sábado (09) 55 mm (alguns apontam 62 mm). O prefeito Raimundinho entrou com sorte. Já são 90 mm de chuva na terrinha nos dez primeiros dias do ano.

Retrospectiva – Andei fazendo uma retrospectiva das notícias desses últimos três dias. Tem pra todo o gosto. Algumas sem análise técnicas, outras politiqueiras e outras sem formações coerentes. As redes sociais trazem opiniões pra todos os gostos. A verdade é que a terrinha está de nova administração. Pelo que tenho sondado Alexandria está no fundo do poço. Um município com este porte, cerca de 14 mil habitantes, com mais de R$ 5 milhões de dívidas só com o funcionalismo, é algo estarrecedor. Esse valor é quase três meses de FPM. É como se você tivesse que abdicar de três meses de salários no ano apenas para pagar suas dívidas.

Não será fácil – Tenho dito que Raimundo Ferreira pegou um abacaxi caspento e amargo para descascar e servir ao povo. Para um homem que fora acostumado a descascar mourão para fazer cerca talvez não seja tão penoso assim. O problema é que esse abacaxi não veio da terra, ele fora criado por más gestões. É preciso afiar a lâmina da faca todos os dias para cortes precisos. Pelo que conhecemos do “Raimundinho” da Serrota, ex-trabalhador rural, conhecedor da terra e humilde como a gente que ele conhece de perto, se depender da sua faca afiada, os cortes serão para cumprir compromissos com quem mais precisa do governo. Já conversou com o sindicato e já se comprometeu em dar prioridade ao funcionalismo com os salários atrasados.

Primeiro pronunciamento – Foi curto e sucinto no seu linguajar de homem simples, mas, verdadeiro no que falou no seu primeiro pronunciamento em rádio feito ontem, essa foi a impressão que me passou. Reafirmou o compromisso de pagar o funcionalismo, porém, ainda não pode nem sequer mexer nas contas públicas. Processos de transferência de governo. Mencionou que o município está numa situação desastrosa. Pediu o apoio e compreensão da população. Nisso é o que ele mais precisa.

Não há alternativa – Alexandria poderá por a placa de “fechada para balanço” em breve, se a população não colaborar com a administração que se inicia. Não há alternativas. Quer queiram ou não Raimundo Ferreira é o prefeito.  Do jeito que estava ninguém tinha idéia do que Alexandria ia se transformar. Estávamos sem controle, sem gestão. Não é a questão de futuramente a Câmara ter errado ou não em dar o impeachment ao ex-prefeito. A questão é que era necessário baseado em indícios de irregularidades, embora o momento fosse de caos administrativo. Mesmo que Raimundinho falhe a Câmara agiu correto. Não foi só um grupo de vereadores ligados a Jeane Ferreira, foi também um grupo de Edis ligado ao ex-prefeito Alberto Patrício e Jânia Fernandes, que não queriam o impedimento de Nei Rossatto por questões políticas, diziam pessoas ligadas a essas lideranças. Diante do que temos em mãos, não resta à menor dúvida que o atual gestor só poderá fazer algo por essa falida máquina administrativa se for com o apoio da população. Alexandria hoje é uma carroça sem rodas.

Trabalhar ou não para por essas rodas no lugar? – Eis a questão. Se Alexandria por as mãos na roda para fazer a carroça seguir é ruim para oposição. Se Alexandria não por as mãos na roda e deixar a carroça parada ela pode ficar encalhada no deserto. O problema é que uma carroça sem rodas não avança. E a situação não permite que a carroça fique parada. Seria o caos do caos. É preciso acreditar e botar a carroça pra funcionar para amenizar o sofrimento do povo. E isso só será possível com uma oposição consciente. O momento exige isso.

Não é fácil – Além de um município com as finanças combalidas, atrasos de funcionalismo, 13º por pagar, vem outro grave problema – que deveria ser benéfico se não fosse o descontrole de gestão – que é o cumprimento do novo piso salarial a partir deste mês. Não é necessário explicar. É preciso saber o que vai ser feito com um município que deve cerca de R$ de 5 milhões em salários atrasados e sua fonte de renda principal é o FPM. Diante da crise, não se tem idéia de quanto o município vai perder desse recurso em 2016. E de outros, como o ICMS.

Voltando a assuntos anteriores – O impeachment causou embaraços e marcou a história política de Alexandria. Muitos amigos do ex-prefeito Nei Rossatto dizem que ele perdeu a oportunidade de sair com dignidade e, quem sabe, ter um retorno fortalecido na política local. A renúncia do cargo de gestor público, quando estava com problemas sérios de saúde e, praticamente, impossibilitado de administrar. Confidenciam alguns que ele havia preparado a sua renúncia. Mas, de uma hora para outra, desistira.

Um pronunciamento infeliz – Acredito que esse fora o pronunciamento mais infeliz do vereador Suê nos seus três anos de vereança. Poderia ter votado contra o impeachment sem ter explicar o seu voto. Alegou o Edil que votaria contra o impedimento do então prefeito Nei Rossatto porque o processo de criação e desenvolvimento da CPI feria, completamente, o Regimento Interno da Casa. Ora, dessa forma o vereador desqualificou, por inteiro, a assessoria jurídica da defesa. Das duas uma: ou Suê está certo e a assessoria jurídica da defesa foi incompetente ou o vereador está completamente errado. Caso houve tantas irregularidades que feriram o Regimento Interno, porque o advogado de defesa não recorreu à justiça e impediu todo o processo que levou a cassação do ex-prefeito?


Ninguém entendeu – Acredito que por nervosismo. Mas, ninguém entendeu o vereador Suê condenar o então prefeito Nei Rossatto em treze votações relativas a contratos da administração pública com fornecedores. O vereador, como havia comentado o seu voto, era normal que votasse NÃO nas duas votações em que o relatório acusava a administração pública de repasses irregulares a Câmara, os clamados duodécimos, e pagamentos acima da tabela do SUS ao CIED e COED. Nas outras treze votações, onde o relatório absorvia o ex-prefeito Nei Rossatto de irregularidades em contratações com fornecedores, era normal que o Edil votasse SIM. Sempre que era feita a leitura pelo presidente e a pergunta de como votava os vereadores, Suê repetia sempre a mesma frase: “Senhor presidente, o mau voto é NÃO!” Os presentes na Câmara caíam na gargalhada, afinal o vereador que absorveu o ex-prefeito em duas votações que pediam o impeachment, o condenou, automaticamente, em treze votações que pediam a sua absolvição.

Um comentário:

  1. Vamos ver se o novo prefeito vai ser diferente do ex. Vai ser transparente com a coisa publica que e o dever de todo homem onesto

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