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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Placas indicam novas advertências




Vejo matérias onde são colocadas placas de advertência a assaltos. Essa por exemplo, fica no Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia (Ceue), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Acho uma boa ideia. Seria bom que a população ou entidades começassem a espalhar placas pelas ruas ou em frente de prédios. A ação demonstra, claramente, a inércia do Estado quanto a segurança. Nada bom para um país onde a população adverte sobre zonas de assalto. Isso parece até coisa de filme. Quem assistiu a ficção “13º Distrito” sabe que a vida está imitando a arte.

Posso até está exagerando, mas, estamos caminhando para algo parecido. No ITEP, em conversa com delegados, escuto estarrecido que os assaltos seguidos de morte, muitas vezes sem fundamento, como mulheres, crianças, pais de família; sem esboçar nenhuma reação morrem. São ordens dos chefões do tráfico. Um delegado me disse: “Eles ordenam. Hoje alguém tem que morrer no assalto. Pode ser quem for. A finalidade de tal crueldade é para dar exemplos. Meter medo na população para não reagirem em hipótese nenhuma. Hoje, o cidadão sai de casa e não sabe se volta.”

Como toda ação causa uma reação, estamos presenciando, também, uma situação muito perigosa. São comuns notícias e vídeos em redes sociais da população prendendo, espancando e até linchando assaltantes. É duro saber que esse assaltante poderá ser o seu carrasco amanhã.

Com um país que, a cada dia, não oferece o que assegura a Constituição a população, abre um preceito perigoso para revolta que leva a um caminho sem volta: A justiça feita pelas próprias mãos.

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