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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Só Rindo (Folclore Político)



Compra de votos
Juiz de Direito em período eleitoral em Alexandria, Assis Amorim recebe seguidas denúncias verbais à sua mesa, que revelam o radicalismo da disputa.
- Valdemar Veras está comprando votos a dez cruzeiros – proclamam os denunciante diante do juiz.
A ladainha não para.
Já enfezado com o conhecido lengalenga da política paroquial, ele toma uma decisão salomônica, que põe fim àquele enredo.
- Já que seus adversários estão comprando voto a dez, compre a 20 – recomendou.
E assim pôs fim à celeuma.
Carlos Santos

Do Blog: Assis Amorim foi juiz na Comarca de Alexandria por alguns anos. Autor de um texto, no extinto Diário de Natal, onde afirmava que os jovens de Alexandria e região iam para São Paulo fazer escola de bandido. Na época Alexandria vivia um clima de violência. Eu, sem verificar a autoria da matéria, fiz comentários duros sobre a mesma e rasguei o jornal para os ouvintes da emissora Rádio Farol de Alexandria, quando a dirigi. "Matérias desse tipo, a gente faz assim", piquei as filhas do jornal. Dai Amorim passou a me chamar de locutorzinho.

Laire Rosado havia arrendado a extinta Rádio Tapuyo. Eu havia sido escolhido para dirigir a emissora, por intermédio do ex-prefeito José Bernardino. O arrendamento deu-se para divulgar o nome de Laire na região, já que seria candidato a deputado federal. Na apuração dos votos no Arca Clube, um outro deputado estadual, da região de Assu, também chamado de Patrício Júnior, tirou mais de 150 votos em uma sessão e ninguém percebeu, nem mesmo os fiscais de urnas do conhecido deputado alexandriense, Patrício Júnior. Marcos Alberto, conhecido pela alcunha Carruagem, era quem enviava os dados para o TRE. Foi ali que nós percebemos o erro. Carruagem resolveu narrar os fatos a Dr. Assis Amorim. Ele perguntou - Quem mais sabe disso? - O jornalistazinho J. Gomes? respondeu Carruagem. - Ajeite seu amigo. Pelo amor de Deus fale com ele. Se isso é descoberto vamos ter que fazer a recontagem novamente. Disse. Assim ficou, para a paz de todos.

Porém, uma das histórias sobre Dr. Assis Amorim, mais cômica, foi  a ocorrida, me parece, com um cliente do advogado Dr. George Veras. A mãe de uma menininha o acusou de ser o pai e ele não queria assumir a paternidade por causa da mãe ser solteira. "Ela não tem confiança. Como vou saber se o filho é meu Dr.? Ela é uma rapariga. Né não?" Uma filha de Assis Amorim, mãe solteira, morava com ele em Alexandria e a sua neta, uma menininha de uns três anos, por aí. Ao ouvir aquilo, Dr. Assis Amorim sacou da pistola e sapecou: - Chama a minha filha de rapariga de novo, seu filho da puta!

Dr. Assis Amorim faleceu neste sábado (04), em sua residência em Mossoró. 

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