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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Cientista político diz que lideranças do RN terão dificuldade para reeleição em 2018


Antonio Spinelli, cientista político

A lista do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, para abertura de inquérito contra políticos de alto escalão no país, continua assustando com a proporção que já tomou o caso, e como isso pode repercutir no cenário eleitoral de 2018. Segundo o cientista político Antônio Spinelli, ainda é cedo tomar qualquer conclusão sobre o próximo ano, porém um fato está quase que certo: principais lideranças do Rio Grande do Norte vão encontrar dificuldades para se reelegerem.

Os alvos apresentados foram baseados nas delações de executivos, já presos, da Odebrecht à Lava Jato. Dentre eles seis nomes potiguares constam: os senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM), os deputados federais Felipe Maia (DEM) e Fábio Faria (PSD), o governador do RN Robinson Faria (PSD) e a atual prefeita do município de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP).


Ao todo são 108 nomes de políticos em todo o país que podem estar envolvidos em esquemas de corrupção. Spinelli classifica o caso como uma “tsunami” da política nacional e local.

“Atinge praticamente toda a classe política, coloca em cheque nosso sistema político, ameaça a sobrevivência dos partidos e até democracia”, diz o especialista que, devido a isso, alerta para o surgimento de “políticos salvadores da pátria”.

Ele aponta como certo que todo o processo eleitoral para 2018 se “embaralha” totalmente com as delações, porém ainda não se sabe ao certo como pode ficar o quadro político. Segundo o analista, precisa-se ainda esperar uma reação da população sobre o caso para tomar conclusões mais definitivas, porque o que se demonstra no momento é um estado de perplexidade.

Além do aparecimento de “novas” personalidades políticas, Spinelli acrescenta que possivelmente partidos antigos tenderão a se renovar, e novos poderão surgir. Quanto as figuras históricas, porém vigentes, no Estado, o analista aponta: “Com certeza os políticos que já detém mandatos nesse momento, as principais lideranças do Rio Grande do Norte, vão encontrar dificuldades para se reelegerem”.

O cientista político também avalia que esse momento de repercussão é necessário para se repensar a forma de se fazer política atualmente. Ele aponta que uma possível saída para a situação seria convocar uma constituinte exclusiva, através de um referendo, para que a população pudesse aprovar ou não novas medidas da política eleitoral.

“Uma das coisas que essa crise prova é que esse sistema de financiamento privado, empresarial sobretudo, é maléfico. Tem alimentado todo esse sistema de corrupção, e embora haja uma carga muito grande sobre os políticos, na verdade grande parte do mundo empresarial está tão envolvido quanto”, conclui.
Agora RN

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