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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A história por trás da comovente imagem do menino que chega congelado à escola



A matéria excepcional é do El País. Uma camada de neve cobre o cabelo, as mãos e a sobrancelha de Wang Fuman, um menino de oito anos que caminha todo dia uma hora e meia para ir à escola. Fuman mora na localidade de Zhaotong, na zona rural da província de Yunnan, sul da China. Nos dias de aula, o menor percorre 4,5 quilômetros sob uma temperatura de nove graus abaixo de zero. Graças a seu professor, as imagens foram divulgadas ao mundo através das redes sociais.

As fotos mostram um garoto protegido por uma roupa muito fina e com as bochechas vermelhas de frio. Mas, embora sempre chegue ao colégio um pouco molhado devido à neve, ele nunca falta às aulas. Foi um professor da escola primária de Zhuanshanbao, frequentada pelo garoto, situada no vilarejo de Xinjie, no sul da província de Yunnan, que decidiu fazer uma foto dele. O site thepaper.cn recebeu as imagens e as difundiu para o mundo.

Outra foto mostra mãos ressecadas e muito machucadas, que poderiam ser as de um idoso. Mas realmente são as mãos congeladas de Fuman, que não tem luvas para se proteger nas longas caminhadas. Por trás do menor com as roupas úmidas, é possível ver como outros garotos, colegas dele no terceiro ano do primário, riem do seu aspecto.

O menor mora com a avó e uma irmã mais velha numa casa de barro com teto de palha. Sua mãe os abandonou e seu pai não o vê há meses, pois trabalha em outra cidade. Na China, Fuman integra o grupo das “crianças abandonadas”, aquelas que não vivem com os pais porque eles trabalham em municípios distantes de suas casas.

Do Blog: Acho que vocês que não desvirtuam valores, estão pensando o mesmo que eu. Os nossos alunos. Aulas suspensas por falta de merenda escolar. O conforto de transporte para quem mora longe e perto da escola. Por outro lado a evasão escolar é alta e ainda somos um país de analfabetos. E ainda tem aqueles que pregam a falta de oportunidade para os mais pobres. Concordo, poderíamos melhorar a nossa educação e muito. Ainda é pouco. Porém, a vida fácil (mas curta) das drogas, os pais que agridem professores para defender filhos que não querem estudar, os filhos que recebem dos pais a confiança e a benção de estudarem em centros mais avançados e consomem as finanças da família com farras e “bacanagens,” a vagabundagem oriunda de esmolas que provocam um país de analfabetos, e ainda há leis que os protegem. O caso deste garoto chinês nos leva a recorrer a antigos costumes para acabar com essa inversão de valores. Nada de palmatórias ou castigos, apenas ensinar que o lugar do filho é na escola, respeitando os professores e sendo punidos para prenderem que um lugar de um cidadão decente, aqui e na China, é na educação. Há gente que nasce para ser um vencedor. Esse garoto chinês é um. Se não vencer é porque a vida é difícil. Mesmo assim ele desafia a própria morte. Vai envelhecer com dignidade de ter tentado. Pelo menos já conhecido no mundo, pela pouca idade, saber o quer da vida, mesmo sem ter uma educação maternal adequada. A vida não é só esperar pelo governo, por esmolas, por cotas... Levanta essa bunda e vai à luta. Eu não fiz isso, o que me custou muito caro na vida.

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