PÁGINA INICIAL RÁDIO VIP VIP TV ARTIGOS CANAIS YOUTUBE CASOS E ACASOS

Páginas

domingo, 18 de março de 2018

Fábio Dantas se filia ao PSB e aponta soluções para tirar o RN da crise




Em reunião extraordinária e aberta realizada na manhã deste sábado (17), no Espaço América, em Natal, o Partido Socialista Brasileiro do Rio Grande do Norte (PSB-RN), deliberou pela intenção de disputar candidatura majoritária em 2018 e filiou o vice-governador do Estado, Fábio Dantas, dentre outras lideranças. O evento contou com a presença de nomes nacionais e estaduais, da legenda e de outros partidos, e de representações de 87 municípios do RN.

Durante o pronunciamento o vice-governador pré-candidato ao governo estadual destacou nomes da política nacional e estadual, que se destacaram no PSB, como também apontou caminhos para que o RN volte a crescer e produzir riquezas. Confira alguns destaques do pronunciamento do vice-governador:


“É hora de agir”.
Em sua fala, com a camisa do partido e já filiado ao PSB, Fábio Dantas destacou que “um novo capítulo começa a ser escrito” e apresentou as razões para a sua filiação. “Nosso Estado enfrenta grandes dificuldades e quero colaborar na linha de frente. É hora de agir. Como vice, opinamos, mas não decidimos. O PSB tem uma história de protagonismo e realizações, por isso quero somar minha coragem a essa busca por soluções, dialogando com outras legendas e com toda a sociedade”.

COMO COMBATER A CRISE NO GOVERNO
Temos recursos naturais em abundância, um turismo que pode dar uma resposta econômica bem maior, políticas públicas modernas para atrair o empresariado nacional e internacional, sem perder de vista uma agenda de crescimento sustentável e de inclusão social. Para que isso seja possível, é necessário antes de tudo fazer o dever de casa, como estou rouco de repetir há anos, mais precisamente desde o início da gestão atual.
Para se atingir a estabilidade econômico-financeira e social do RN é preciso urgentemente equilibrar as contas públicas do Estado. Trazer as contas para o azul, sair do vermelho. É esta uma das chaves para fugir das sombras em que nos encontramos. A gestão fiscal sob controle deve ser o foco de qualquer governo. O gestor público que não tiver condições de compreender a importância do equilíbrio fiscal, da organização financeira do Estado, pressuposto para uma administração consequente e responsável, revela ter interesse sobretudo eleitoral.

Esta discussão precisa ser prioridade da administração e da sociedade norte-rio-grandense, de suas categorias profissionais, da classe política, da classe empresarial, que devem dialogar, na busca de soluções para o RN. O momento de dificuldade que atravessamos nos deixa uma certeza: só sairemos da crise se houver uma soma de esforços, uma vontade da maioria de se dar as mãos, de priorizar o interesse coletivo. A sociedade civil como partícipe, uma espécie de cogestora do Estado.
“…reduzir privilégios, os super salários, trazer tudo para o que determina a lei…”

Promover cortes de gastos desnecessários, reduzir privilégios, os super salários, trazer tudo para o que determina a lei, e assim, com o equilíbrio  das contas, poder fazer os investimentos necessários, tocar as obras inadiáveis, os investimentos imprescindíveis, mover a máquina administrativa em favor de quem precisa verdadeiramente, dos mais carentes; valorizar quem toca a máquina pública, valorizar os funcionários públicos, através de moderna gestão de pessoal, que priorize resultados no trabalho, a meritocracia, e que ao fim do mês tenha o funcionário a certeza de que seu salário estará depositado em sua conta bancária.


SOBRE OS APOSENTADOS
Acabar o drama dos aposentados, segmento mais fragilizado da folha, onde uma parcela já sem forças para reivindicar os seus direitos sofre a maior das injustiças: que é o atraso sistemático do seu pagamento. São os primeiros escolhidos para o prejuízo. E o pior: Em cima de quem sobrevive exclusivamente desses salários. Entendo que precisa se fazer justiça com aqueles que tanto contribuíram para o Estado, para o País.

A MISSÃO DO VICE-GOVERNADOR
Tenho cumprido meus deveres de vice-governador do Estado com dignidade e correção, procurando sempre contribuir com todas as minhas forças e inteligência modesta. Tenho plena consciência dos caminhos que propus, das soluções que tentei aportar, da vontade que carreguei pensando em mudar o rumo de tanta coisa. A pouca força do cargo de vice e a impossibilidade constitucional de decidir, de tomar decisões, me impediram de concretizar os meus sonhos de um outro Rio Grande do Norte.

Não é demais dizer o óbvio: todos sabem perfeitamente das limitações de um vice, em qualquer nível de poder. Seja vice-presidente da República, ou vice-prefeito, ou vice-governador. Um vice não governa em parte alguma. Ao vice é assegurado pela legislação apenas uma coisa: substituir o titular, ou provisoriamente, ou definitivamente, se for o caso.

No mais é transitar numa faixa estreita, onde decidir lhe é vedado; o máximo até aonde pode chegar é a um palpite. O que obviamente, pode ou pode não ser aceito. Não tem o vice a caneta nem a ordenação de despesas – que são de fato o que fazem tocar um governo. Esse tem sido o meu reduzido chão, em pouco mais de três anos, como vice- governador do Rio Grande do Norte.
“…não sou de jogar conversa fora, nem de negar à noite o que prometi de manhã…”

Dizem as pessoas que sou um homem de palavra. Que o julgamento fique com elas. Mas quem me conhece sabe que minha palavra é uma só, não sou de jogar conversa fora, nem de negar à noite o que prometi de manhã, nem de prometer para agradar se não posso cumprir, ou simplesmente, para escapar de uma conversa longa.

O LEGADO FAMILIAR
Herdamos quase tudo da família. Minha mãe costuma dizer que tenho muito do meu avô Waldemar Veras, político de longo curso, deputado estadual por algumas legislaturas, prefeito municipal da querida Alexandria por outras, que deixou um legado que muito prezo e que muito me honra: o de homem de palavra, de um homem honrado, reconhecido por todos.

Do meu pai, Arlindo Dantas, creio que herdei o compromisso com a coisa pública, a vontade de chegar, de fazer, de realizar a qualquer hora. É tanto que o chamam de “Prefeito Operário”, pela entrega às causas que abraça, pelo compromisso com nossa terra ancestral, São José de Mipibu, estando no quarto mandato eletivo, conferido em pleitos com maiorias sempre consagradoras.

A CRISE NO ÂMBITO DO GOVERNO
Qualquer cidadão, medianamente antenado com a vida do nosso Estado, é capaz de identificar os maiores problemas que nos afligem nos dias de hoje.
Certamente começará pelo que aqui foi explanado de maneira superficial: o desequilíbrio nas contas públicas, mãe do elenco de desarranjos vividos atualmente. O RN infelizmente não promoveu, nos últimos três anos, qualquer mudança estrutural na sua política econômico-financeira com capacidade de evitar as dificuldades de hoje. A inércia só fez e faz agravar o quadro.

Em seguida, com certeza, citará a calamidade na saúde pública. Notadamente na sua estrutura hospitalar, envelhecida, obsoleta, insuficiente, sub- financiada, com buracos negros inaceitáveis, como a inexistência de hospitais exclusivos de trauma, até em Natal.
“A Rede de hospitais regionais mergulhada numa eterna crise”.

O idoso Hospital Walfredo Gurgel, maior referência em urgências e emergência, sem condições de absorver a demanda de todo o Estado, o que é compreensível; ele que foi projetado para uma Natal de mais de 40 anos atrás. Outros hospitais que deixaram de ser construídos. A Rede de hospitais regionais mergulhada numa eterna crise. A regionalização da saúde que não se articula. A hierarquização dos serviços que não se põe de pé.
O suposto cidadão estará agora chegando à segurança pública, onde o aparelhinho para medir a indignação  da população do estado  dispara e atinge níveis inimagináveis. Nos convertemos nos últimos anos num verdadeiro vale de lágrimas, com milhares de famílias destroçadas pela violência: Multidões de viúvas, de filhos sem pais, de pais sem seus filhos, de avós sem seus netos, de irmãos sem irmãos, tragados todos pela criminalidade absurda, revoltante e desenfreada.

Imaginar que hoje, Natal, a pacata cidade de nossa infância, a linda capital do nosso amor maior, frequenta estatísticas desabonadoras, não só a nível de Brasil, mas estatísticas mundiais de violência. Que me entristecem e me envergonham, por nos mostrar no topo do crime, onde nem ouso dizer em que posição triste e sombria nos encontramos.

“…a situação é grave, concordo, mas tem jeito”.
Aos que me perguntam quase que diariamente, por onde ando, ‘mas como querer governar um Estado em estado tão difícil?’ Eu sempre lhes respondo: a situação é grave, concordo, mas tem jeito. Basta tomar as medidas certas, administrar o remédio certo, trabalhar, ter força, esperança e sabedoria para recuperar este elefante tão alquebrado. Estão aí a Paraíba, Pernambuco – já citados; está aí o Ceará em outra situação. E por quê? Porque fizeram o dever de casa.

A CORAGEM PARA DIVERGIR
No momento em que fui comunicado das pretensões de continuação por parte da gestão atual, aí senti que era chegada a hora de apear daquele projeto e sonho politico. Lembro sempre nessas horas da frase do grande escritor mineiro João Guimarães Rosa, que dizia: o que a vida quer da gente… é coragem!

Com este sentimento dentro de mim, do fundo da alma, com humildade e determinação, estarei submetendo o meu nome à convenção do meu partido, PSB, o 40, partido de Vilma de Faria, de Miguel arraes, como postulante à pré-candidatura ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Participaram do ato de filiação o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e nove deputados estaduais: Larissa Rosado (PSB), Tomba Farias (PSB), Ricardo Motta (PSB), Cristiane Dantas (PCdoB), George Soares (PR), Gustavo Carvalho (PSDB), Nelter Queiroz (MDB), Gustavo Fernandes (MDB) e Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa. Ezequiel falou em nome dos parlamentares, ressaltando as qualidades de Fábio Dantas: “Um grande homem público capaz de dar iguais contribuições para o Estado”.

O presidente da Câmara Municipal de Natal e da Fecam, Raniere Barbosa, e o presidente de Femurn, Benes Leocádio, também participaram e levaram sua palavra de incentivo a Fábio Dantas. Presença ainda dos vereadores de Natal Dickson Nasser Jr. (PSDB), Preto Aquino (PEN), Franklin Capistrano (PSB), Cícero Martins (PTB) e presidentes do PSDB, PTB, PEN, Avante, MDB, PSC, PSDC e PCdoB. Do interior, presença de representações de 86 municípios de diferentes regiões do Estado, além de Natal, por meio de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e diretórios municipais do PSB.
 Blog do Emerenciano

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe o seu comentário